O Templo de Quimbanda Reino de Exu Veludo e Maria Quitéria constitui-se como uma casa/tradição firmada nos fundamentos da Quimbanda Nagô e da Quimbanda Malei, preservando e transmitindo os conhecimentos ancestrais ligados as forças de Exu e Pombagira.
Mais do que um espaço de culto, o templo se estabelece como uma escola iniciática, dedicada ao desenvolvimento espiritual, a prática da feitiçaria e a formação de adeptos comprometidos com os fundamentos da Quimbanda.
Sob a condução de Tata Nganga Emelundi wa Exu Veludo, a casa mantém viva sua linhagem iniciática. Tata Emelundi foi iniciado por Tata Kilumbu wa Exu Marabô e, posteriormente, afiliou-se a tradição de Tata Malembu Mikunga, consolidando sua caminhada dentro da Quimbanda.
Acreditamos que toda família espiritual deve possuir uma raiz e uma linhagem claramente definidas, pois é através delas que se preservam os fundamentos, os direitos iniciáticos e a continuidade da tradição.
Acreditamos que a iniciação representa apenas o início de uma jornada de aprendizado, responsabilidade e transformação. Por essa razão, investimos profundamente no crescimento de cada adepto, proporcionando conhecimento teórico e prático sobre ervas, favas, pós, padês, feitiços, fundamentos ritualísticos, culto aos ancestrais e demais aspectos que compõem a feitiçaria da Quimbanda.
Estar no templo significa participar de um constante processo de aprendizado.
Seja presencialmente ou através de nossas atividades online, o adepto é incentivado a desenvolver autonomia, conhecimento e domínio das práticas tradicionais.
A formação ocorre de maneira gradual, respeitando o tempo, a dedicação e a evolução individual de cada membro.
O culto que professamos possui caráter visceral, prático e fundamentado.
Mantemos fidelidade aos ensinamentos tradicionais da Quimbanda, valorizando a experiência ritual, a vivência espiritual e a aplicação concreta da feitiçaria dentro dos preceitos transmitidos por nossa linhagem. Localizado na cidade de Avaré, interior de São Paulo, o templo recebe pessoas de diversas regiões do Brasil e do mundo.
Através de consultas oraculares, trabalhos espirituais, rituais e processos iniciáticos, auxiliamos aqueles que buscam orientação, transformação e aprofundamento em sua caminhada espiritual.
Entretanto, o ingresso no templo não ocorre por simples interesse pessoal. Antes de qualquer participação na corrente iniciática, é necessário que o consulente passe por uma consulta oracular.
Através do oráculo, são consultados os chefes espirituais da casa: Exu Veludo e Maria Quitéria, que possuem autoridade sobre os caminhos espirituais do templo.
Cabe a eles determinar se o interessado possui permissão para ingressar na tradição, bem como qual será sua posição inicial dentro da estrutura da casa.
Em nossa visão, a espiritualidade é algo sério e deve ser conduzida com responsabilidade.
Nem todos os caminhos são iguais, e nem todos os indivíduos possuem o mesmo destino espiritual.
Por esse motivo, cada caso é analisado individualmente, respeitando as determinações das entidades e os desígnios revelados pelo oráculo.
A casa possui uma estrutura hierárquica composta por diferentes graus iniciáticos, conquistados por mérito, dedicação, conhecimento e comprometimento com a tradição.
Dependendo da trajetória espiritual e das determinações oraculares, um adepto poderá ser reconhecido em determinado nível ou iniciar sua caminhada a partir dos graus mais básicos.
Em todos os casos, prevalecem os fundamentos da casa e a vontade das entidades que sustentam a corrente.
Os grãos hierárquicos da casa são: GRAU 1 — O NOVIÇO (BATIZADO DE KIMBANDA) O batismo representa o primeiro passo dentro da corrente da Quimbanda.
Neste grau, o adepto recebe sua primeira firmeza e passa a ser reconhecido espiritualmente dentro da tradição, porém ainda não estabelece pacto com seu Exu ou Pombagira tutelar nem com Maioral.
Trata-se de uma fase de aproximação, aprendizado e desenvolvimento, sem autonomia ritual ou sacerdotal.
GRAU 2 — O INICIADO (KIMBANDA) Neste grau ocorre a iniciação propriamente dita, onde o adepto firma seu primeiro pacto com seu Exu ou Pombagira tutelar e com Maioral.
Recebe seu assentamento, seu primeiro oráculo e o axé da faca de obrigação, tornando-se efetivamente parte da corrente. Já pode realizar determinados trabalhos e feitiços, porém ainda sob orientação de seu mestre.
GRAU 3 — O SACERDOTE (NGANGA) O Nganga recebe fundamentos que fortalecem sua atuação espiritual e sacerdotal, incluindo o Brajá dos Sete Reinos e a irradiação correspondente à sua coroa.
Neste estágio, assume maior responsabilidade dentro da tradição, podendo atender terceiros, realizar trabalhos espirituais e manter seu próprio templo, sempre sustentado pelos fundamentos exigidos para o sacerdócio.
GRAU 4 — O MESTRE (TATA/MAMETO) O mestrado representa a coroação dentro da tradição.
Neste grau, o sacerdote recebe autoridade para iniciar novos adeptos, confeccionar assentamentos, animar firmezas e transmitir fundamentos da linhagem. É reconhecido como sacerdote iniciador, tornando-se responsável pela preservação, continuidade e expansão da tradição recebida. Cada grau representa uma etapa de aprendizado, responsabilidade e aprofundamento dentro da tradição. Os fundamentos são transmitidos progressivamente, respeitando o tempo e a evolução de cada adepto.
A Quimbanda não é um culto de dependência ou aprisionamento, mas um caminho de fortalecimento individual.